quarta-feira, 4 de março de 2009

[5] Aeroporto de Lisboa

O aeroporto de Lisboa apesar de ser conhecido pelos nacionais por este nome, mas na realidade o nome dele é mesmo Aeroporto da Portela. Ninguém leva a mal, até porque ele fica mesmo dentro de Lisboa, e é um verdadeiro luxo ter um aeroporto destes, dentro da cidade.

Apesar de já estar na minha missão de extra-patriamento, já há algum tempo. Gosto de recordar as últimas imagens que fiquei de Lisboa.

Apesar de ser um aeroporto bastante movimentado, existe vários grupos de tipo de passageiros. Um é os tradicionais turistas que vão para o estrangeiro passar ferias entre oito e quinze dias. Um outro grupo, são os executivos/empresarios que se caracterizam-se pelas suas roupas, geralmente fatos, sempre agarrados aos seus telemóveis de topo da gama ou PDA’s. E claro com as suas malas com os computadores portáteis e/ou malas de cabine. Depois temos o grupo dos africanos. Como somos um país que teve as suas colónias em África, no passado, logo temos o nosso aeroporto como um centro de encontro de familiares distantes, entre Portugal e África.

Entre outros grupos queria destacar um outro. O grupo de jovens portugueses que partem para o estrangeiro. Muitos é para estudar, outros é para trabalhar. Saem do país à procura de melhores condições do que aqueles que o nosso país nos pode fornecer, ou que não tem a psedo capacidade de nos absorver. Grupo em que podemos destacar a grande capacidade intelectual e cultural do mesmo. Neste grupo podemos ver os nossos jovens a despedirem-se dos pais, é claro que nem eles, nem os pais, naquele momento triste de despedida, estão contentes com a situação. Infelizmente é o que assistimos, e a fuga de massa cinzenta, este é o termo mais correcto.

A minha mãe fez uma comparação desta imagem com uma imagem dos tempos da guerra colonial. Em que os pais iam ao aeroporto para se despedir dos filhos que iam para a guerra. Felizmente a guerra já terminou à muito, senão hoje eu era mais um.

Muitos daqueles que vão estudar para fora, vão com o intuito de terminar ou fazer as suas formações fora do país, mas muitos não vão voltar tão cedo. Tal como aquelas pessoas, que no passado existiram, iam comprar cigarros e depois só voltavam vinte anos depois.

Mas o que tem de comum estes cenários? A lei da sobrevivência!

Simples, crua e pura Lei da Sobrevivência.

[4] E quando a luz falta?

E o pânico instalado...

Então é que ninguém faz mesmo nada. A malta do CAD, está desgraçada, tanto trabalho feito durante a manhã e agora se foi todo, todinho! Sem qualquer tipo de hipótese. AZAR!!!

Verdade que nem me apercebi que a electricidade tinha falhado. Como trabalho de computador portátil, a única coisa que achei realmente estranho foi mesmo o sinal que apareceu em que o computador está a funcionar através de bateria. E como as luzes que estão por cima de mim estão sempre desligadas, porque tenho entrada de luz natural através da janela. O que para mim é mais que suficiente.

Como é que me apercebi mesmo da falta de electricidade? A malta do CAD fez um cagaçal de todo o tamanho que seria indiferente não reparar.

Enfim aqui estou eu sem electricidade na empresa, a escrever é à espera que a nova tarefa chegue, por correio electrónico. Que tão cedo também não vai chegar, porque a própria rede também foi a baixo.

Que desgraça a minha...

[3] A minha colega P...

Viver num pais onde por natureza as mulheres são realmente bonitas e uma maravilha. Poder passar por todo o lado e ver mulheres que se gostam de vestir...que se gostam de se produzir. Acho que é o termo mais correcto.

Aqui tenho duas colegas que posso dizer que são até bastante bonitas. Uma é a que vou descrever e a outra é mais conhecida por mini-saia. Sim, porque anda sempre ou de mini-saia ou de vestido. Desde que cheguei aqui a esta terra algures no meio do nada, só a vi duas vezes de calças. Uma foi quando fomos fazer Ski e a outra foi quando tivemos que ir ver o meu novo apartamento.

Falemos de quem temos que falar! Para quem olha pela primeira vez até pensa que é modelo, porque é bastante bonita. A jovem de quem vou falar aparenta ter entre os trinta e os trinta e dois. Mas não é verdade, têm vinte e seis anos. Usa sempre uma camada de maquilhagem que infelizmente a torna mais velha. Anda sempre muito bem vestida. E debaixo daquelas roupas, um belo e torneado corpo. Andam sempre de saltos altos, é raro vê-la com sapatos rasos. Verdade é, que quando ela vai atravessar o corredor já sei que é ela. O barulho de andar de saltos altos neste chão de mármore entoa pelo meu escritório dentro sem pedir licença. Lá vai ela...

Andam sempre com uma cara de poucos amigos, não me admiro nada. Ser uma das mulheres mais desejadas pelos homens da empresa não é fácil. E impor respeito exige uma grande postura, tal como ela demonstra e consegue. Mas das poucas vezes que até agora falei com ela, demonstrou uma grande simpatia e não ser aquilo que aparenta.

O seu guarda-roupa parece que veio directamente de uma passagem de modelos de Milão ou mesmo de Paris. É simplesmente bonita e quando esta a passar no corredor, posso olhar discretamente pelos vidros do escritório, como se tivesse na primeira fila de uma passagem de modelos. Geralmente usa saias, mas bem justas ao corpo. Quando as usa, usa sempre umas botas de cano alto ou uns saltos altos, e por baixo delas umas meias de nylon com bastantes padrões. É verdade que debaixo daquelas apertadas saias, existe sempre uma tanguinha vestida. O que faz despertar mais o desejo dos homens e a inveja das mulheres.

Durante dias, especialmente ao almoço reparei que a minha colega alemã, olhava com muita atenção quando ela passa à frente dela na cantina. Nunca comentei nada, até que um certo dia, perguntei o porque de ela olhar daquela maneira. Tive duas respostas imediatas, uma foi que ela se vestia bem e a outra era sobre a cara de pau que ela fazia e por isso não gostava dela. Inveja...simples inveja. Mulheres…

Nesse mesmo almoço perguntamos a um dos nossos colegas que almoçava connosco naquele dia, qual era a formação dela. Resposta: Professora. Lá acabamos de almoçar e quando estava no escritório a minha mente começou a viajar pela estratosfera sem qualquer tipo de controlo. E todas aquelas conversas que tivemos sobre P começaram a cruzar-se e a chocarem umas contras as outras como se fosse carrinhos de choque.

A ideia de professora, fez-me lembrar os meus tempos de escola. Quando uma professora era bastante bonita, passava o tempo a olhar para ela do que para os livros. Lembrei-me das famosas reguadas, que existiam no antigo regime. Imaginei-me à portar-me mal, para poder levar uma reguada. É claro que a minha mente, que já viajava no espaço sideral com estas coisas, lembrou-se de uma coisa ainda mais estranha: Como seria ela não cama? Talvez de chicote numa mão e na outra uma régua, com um vestido todo ele em cabedal preto, pronta e em ponto de bala para uma sessão de sadomasoquismo. A nossa mente faz-nos cada partida mais estranha!

Depois de ter ficado com esta imagem na cabeça, não é que quando fui à casa de banho, estava ela junto à porta com uns papéis na mão. Quando entro na casa de banho só não soltei uma gargalhada porque ela estava no outro lado da porta. Porque no instante que a tinha visto, a imagem que a minha mente construiu horas antes, voltou-me a assombrar de imediato.

P.S.: Por questões de segurança não coloco o nome dela, nem mesmo pseudónimos, nem alcunhas.

[2] Ferias de Carnaval?

Quais ferias de Carnaval, quais quê! Sortudos são aqueles que não estão a trabalhar, e ainda por cima, reclamam que tem poucas férias. Experimentem durante 4 anos só ter 1 semana de férias. Isso sim é que e bom!

Nesta terra do meio de sei lá o que, nem existe tradição de Carnaval. Por isso, aqui o dia de Carnaval é dia de trabalho. Dia de trabalho é dia de nervosismo elevado ao expoente máximo. Só porque o chefe máximo da empresa-mãe está cá. Por isso anda o pessoal hoje, quase todo de fato e gravata. E digo quase todo, porque estou a falhar. Só hoje de manha quando entrei é que soube. O que mais adorei ver, foi tipos que nunca os tinha visto de fato e gravata, porque andavam sempre ou com as fardas ou com a roupa da empresa. Isto já sem falar que os cabelos deles hoje aparecerem a cheirar bem, porque geralmente estão sempre oleosos de não tomarem banho. Isto esta aqui tão mal, que eu nunca vi este pessoal pachorrento, estar tão nervoso como hoje. Parecem sei lá o quê! Também nunca vi a cantina até ao meio dia e meio completamente vazia como esteve hoje.

Para quem tem férias de Carnaval, deixo uma pergunta no ar. Alguém tem amigos que foram de férias para a neve? Faço esta pergunta porque recordo-me dos meus tempos de escola. Aqueles meninos de bem, que em todas as ferias do Carnaval iam para a neve. Quando chegavam, contavam as suas aventuras como fossem os expertes do Ski e do Snowboard. Mostravam as marcas das quedas, como um veterano de guerra mostra as suas cicatrizes. Agora só posso dizer uma coisa a esses meninos… Todos os dias acordo com neve, depois do trabalho vou fazer Ski. Melhor vida que esta não tenho, até conto os minutos para poder pegar no carro e ir a caminho. Meia dúzia de quilómetros e lá estou eu. Não tenho que andar 500 km para ir escorregar na neve e ter encontros imediatos de primeiro grau com as árvores. Ter a cara toda queimada pela neve, e depois andar a dizer aos quatro ventos que sou muito bom a esquiar.

Só vos deixo um pequeno conselho, não acreditem nas fotos, que essa malta desgraçada mostra. Muitos deles nem sequer sabem pegar nos bastões nem colocar as botas nos Ski. Aqui vejo miúdos com três anos a esquiar muito melhor do que eu alguma vez iria imaginar na minha vida.